Ibama fecha quatro serrarias ilegais em Mato Grosso.
Fonte: G1

O Ibama fechou quatro serrarias e aprendeu mais de sete mil metros cúbicos de madeira retirada ilegalmente, em Mato Grosso. São 15 mil árvores derrubadas num único município.

O estado só perde para o Pará em matéria de desmatamento e já derrubou uma área equivalente a nove estados de Sergipe.

Sem saber que estava sendo gravado, o madeireiro dá uma pista do problema que atinge as serrarias de Aripuanã. "Meu amigo, dentro da lei, ninguém tá”, diz.

Os fiscais do Ibama comprovam. Nas serrarias da cidade, eles encontraram mais de sete mil metros cúbicos de toras roubadas da floresta. Vendida em São Paulo essa carga renderia cerca de doze milhões de reais.

"Essa madeira pode ter vindo de um desmatamento ilegal, de uma terra indígena, de um parque ou até roubada de uma propriedade rural", comenta Rodrigo Dutra, chefe de fiscalização – Ibama, MT.

As toras apreendidas equivalem a quinze mil árvores derrubadas. Fotos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais revelam como o desmatamento avançou em Mato Grosso. Mapas mostram que até 1997, 125 mil quilômetros quadrados das florestas do estado tinham sido derrubados. Onze anos depois, Mato Grosso já tinha perdido 202 quilômetros mil quilômetros de matas. Isso representa mais de nove vezes o território de Sergipe. O prefeito de Aripuanã, que é dono de serraria, acha que o setor madeireiro ainda tem espaço para crescer.

"Aripuanã tem só 12 % de sua área desmatada nosso nível de floresta é grande”, diz Carlos Torremocha, prefeito de Aripuanã-MT. Em Aripuanã quatro serrarias foram fechadas. Uma não tinha nenhum registro para funcionar. As outras três não apresentaram comprovantes de origem da madeira. Em outra a quantidade de toras era 200% maior que o volume autorizado para corte.

"Algumas empresas acabam trabalhando na ilegalidade para tocar os seus negócios não é a parcela toda do setor", comenta Fabiana Rodrigues Aguilar, presidente do Sindicato das Serrarias de Aripuanã-MT. A Polícia Federal abriu inquérito para investigar as empresas. Os proprietários das empresas que adquiriram as toras retiradas de áreas sem autorização vão responder por crime ambiental e sonegação de impostos.


 


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