Telhado de plástico

Fonte: EPTV.com

Já vão longe os telhados de vidro e de barro. Em tempo de preocupações ecológicas, as telhas feitas à base de garrafas pet (até agora vilãs do meio ambiente) entram em cena com argumentos quase tão convincentes quanto imbatíveis. A começar pela destinação das garrafas. Jogadas em aterros sanitários, rios e redes de esgoto, as pets causam prejuízos imensuráveis (até porque duram anos na natureza antes de desaparecerem por completo). Mas, como se vê, nem tudo está perdido. Hoje o mesmo produto – diga-se material abundante e rico em qualidades (é a resina com maior durabilidade que se tem notícia)- agora serve para cobrir de casas a galpões industriais.

Embora o custo ainda seja superior ao das telhas de barro (preço compensado pelo peso e estrutura necessárias à sua fixação, que é menor), há que se dizer: pode-se ainda agregar mais valor à esse telhado de plástico (como, por exemplo, a inclusão de aditivos anti-raios ultra violeta (uv), que permite maior combate à radiação solar. Sem falar da ausência de desmatamento de florestas ou da queima de lenha nos fornos para a sua produção. Hoje a Telhas Leve Manaus, empresa com sede na capital do Estado do Amazonas, tem capacidade para reciclar 24 toneladas de garrafas Pet/ dia. Mas a oferta na cidade é de 80 toneladas/mês.

Neste andar da carruagem, Luiz Antônio Pereira Formariz, um dos sócios do empreendimento, diz: “Temos potencial para produzir 10 mil metros quadrados do produto por mês”. São 28 funcionários fixos, mas 400 pessoas na cadeia toda (da coleta à confecção final).




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