Metade dos caminhões que transportam rochas no ES está parada

Fonte: Gazeta Online

Desde o dia primeiro de julho, quando entraram em vigor as novas regras para transporte de rochas ornamentais brutas no país, mais da metade da frota de caminhões que transportam as pedras no Espírito Santo está parada nas empresas por não estar dentro das normas estabelecidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Nos próximos dez dias, o Sindicato das Indústrias de Rochas Ornamentais (Sindirochas) vai divulgar os primeiros números do prejuízo que as empresas estão amargando.
Regras

O transporte desse tipo de carga não pode mais ser feito por semi-reboques de três eixos, ele passa a ser de quatro eixos. O transporte, cujo peso bruto total combinado seja superior a 53 toneladas só poderá ser feito por veículos do tipo caminhão trator 6×2 ou 6×4, com um semi-reboque dianteiro para distribuição do peso e um semi-reboque traseiro destinado ao carregamento de cargas indivisíveis de até seis metros. Até então, o transporte de rochas com peso de até 57 toneladas podia ser feito também por veículos semi-reboques de três eixos, independentemente do seu comprimento.

Segundo o superintendente do Sindirochas, Romildo Tavares, há no Estado 750 veículos que fazem o transporte das rochas de mármore e de granito. Destes, apenas 40% estão adaptados com as novas regras, o restante está parado nos pátios das empresas aguardando para serem readaptados. Romildo afirma que o maior problema que eles enfrentam agora é com as empresas que realizam o trabalho de adaptação do caminhão, que não estão dando conta da alta demanda.

Nesta terça-feira (20/07/10), o setor se reuniu com a Federação das Empresas de Transportes do Estado (Fetransporte) e com representantes das empresas que realizam o trabalho de readequação dos caminhões. Como a demanda está muito alta, o problema com o transporte das rochas com mais de 30 toneladas ainda vai levar um tempo para ser sanado. O Sindirochas estima que só daqui há dois meses a situação vai se normalizar.

O proprietário de uma empresa que fabrica as peças e realiza o trabalho de readequação dos caminhões, Fabiano Gomes, contou que no pátio da oficina há 20 caminhões sendo readequados e outros 40 estão numa lista de espera. O valor total do serviço, incluindo a compra de peças e a mão de obra, varia entre R$ 28 mil e R$ 45 mil.


 

 

 


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