Remédios vencidos ainda não têm destino certo nas casas brasileiras

Fonte: G1

A maioria das pessoas joga no lixo ou no vaso sanitário. Mas a Anvisa recomenda que os consumidores consultem as vigilâncias para saber se há coleta específica até que uma regulamentação seja aprovada.

As pessoas mais preocupadas com o meio ambiente costumam se ver numa situação difícil quando encontram, numa gaveta de casa, algum remédio com o prazo de validade vencido. O problema é que o Brasil ainda não tem uma norma que determine o destino correto dos medicamentos velhos.

Quando a pergunta é o que fazer com medicamentos vencidos, a maioria das pessoas tem a mesma resposta:

“Eu jogo na lata do lixo”, diz uma mulher.
“Eu jogo dentro do vaso. Tiro da caixa, dou descarga e vai pro lixo”, conta outra mulher.

Os remédios descartados não podem ser jogados em uma lixeira, no ralo da pia e, muito menos, no vaso sanitário, porque assim eles vão representar um risco à saúde pública e ao meio ambiente também.

A pesquisadora e farmacêutica Elda Falgueto de Farmanguinhos afirma que os medicamentos podem contaminar o solo e as águas: “O ideal é que exista nos municípios, que a secretaria de saúde e de meio ambiente elas pensem numa forma de fazer o recolhimento desse medicamento”, diz.

Atualmente, não existe uma regulamentação para determinar o destino correto de medicamentos de uso doméstico com prazo de validade vencido. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, essas normas já estão em estudo e devem ser aprovadas até o fim do ano.

Até lá, a Anvisa e os especialistas recomendam que os consumidores consultem as vigilâncias sanitárias para saber se há coleta específica. Alguns municípios já têm o serviço.

Os remédios também podem ser entregues em farmácias e drogarias. Quem não tiver nenhuma das opções anteriores deve descartar o remédio no lixo doméstico, fora da caixa e, se possível, triturado. Para os medicamentos de tarja preta, existe uma norma que determina que eles sejam entregues às Vigilâncias Sanitárias.

Uma dona de casa perdeu o pai há dois meses e ficou com todos os remédios do tratamento. Ela não quer jogar no lixo porque tem medo do que pode acontecer.

“Esse aqui que não serve. Às vezes alguém pega no lixo, não vai importar com data vencida e vai querer usar o medicamento que já está vencido”, conta.


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