Em nove dias, Polícia Rodoviária de SC aplica mais de 6,7 mil multas

Fonte: Diário Catarinense

Em média, são 752 infrações cometidas por dia no Estado.

Ultrapassar em local proibido e não usar o cinto de segurança foram as principais infrações cometidas no trânsito catarinense entre o dia 24/12/2010 e 1º de janeiro de 2011. As duas faltas, em nove dias, geraram cerca de duas mil penalidades. Ao todo, nesse período, foram aplicadas mais de 6,7 mil multas no Estado.

Em média, são 752,6 infrações cometidas por dia em estradas de Santa Catarina. Para o major Marcelo Pontes, do Batalhão da Polícia Militar Rodoviária (PMRv) do Estado, o alto índice de desrespeito à legislação do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) mostra que a principal causa de acidentes ainda é o fator humano.

— As três maiores violações — não uso de cinto de segurança, excesso de velocidade e ultrapassagem em local proibido — são justamente aquelas que contribuem para a gravidade dos ferimentos em caso de acidentes — ressalta o major.

Para o inspetor Luiz Ademar Paes, superintendente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Estado, há falta de conscientização do motorista quanto à importância de respeitar as sinalizações.

— Temos motoristas exemplares, mas também existem aqueles que não obedecem a legislação. E esse infrator é o que causa tudo. É preciso ficar claro que a imprudência é a responsável pelo aumento no número de mortes no trânsito — destaca Paes.

Mesmo com o rigor na fiscalização, o maior número de mortes nos feriados de Natal e Ano Novo no Estado foram em rodovias federais. Até agora, somados as duas folgas prolongadas, das 26 vítimas fatais, 18 faleceram em BRs. Para o inspetor Paes, é preciso uma mudança no código, com multas com mais caras para o infrator, para refrear o número de mortes nas estradas.

— A lei precisa ser mais rigorosa, principalmente com a questão de pessoas embriagadas ao volante, porque se punir alguém severamente, isto vai servir de exemplo. O seguro do veículo para quem sofrer acidente e tiver bêbado também não deveria ser pago. A pessoa precisa sentir no bolso para se conscientizar. E a nossa tendência é aumentar ainda mais a fiscalização para poder salva mais vidas — enfatiza.


 


Voltar para:
Notícias Trânsito e Transportes