Estradas em áreas urbanas são as que mais registram acidentes fatais

Fonte: G1

O Anel Rodoviário de Belo Horizonte foi inaugurado em 1958. O trânsito era de 1,5 mil veículos por dia. Agora trafegam cem mil veículos diariamente. Circulam carros, caminhões, motos e muita gente.

Um desafio é desafogar o trânsito. Livrar os centros urbanos do tráfego pesado dos caminhões. Muitas cidades optaram por rodovias de contorno. Foi o caso de Belo Horizonte. Mas o que era para ser solução virou pesadelo.

O Anel Rodoviário de Belo Horizonte foi inaugurado em 1958. O trânsito era de 1,5 mil veículos por dia. “Passava em áreas que não eram habitadas, uma estrada que poderíamos dizer assim no meio do mato”, lembra o consultor em transporte e trânsito Osias Baptista.

Agora trafegam cem mil veículos diariamente. A estrada se transformou em uma grande avenida. Os 26 quilômetros do anel cortam 40 bairros. Circulam carros, caminhões, motos e muita gente.

A todo momento, há flagrantes de irresponsabilidade e imprudência. Um carro errou o caminho e voltou de marcha-ré. A carreta fez manobra arriscada. Caminhões trafegam pela faixa da esquerda. Logo depois, a mesma infração provoca um acidente envolvendo três veículos.

Um caminhão também estava pela esquerda a 115 quilômetros por hora quando causou uma batida impressionante. Ao todo, 16 veículos foram envolvidos e cinco pessoas morreram. O motorista está preso.

Depois deste acidente, algumas medidas foram anunciadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). No trecho, considerado o mais perigoso, vão ser instalados cinco novos radares. A velocidade máxima em todo o anel para caminhões e carretas será alterada de 70 para 60 quilômetros por hora a partir de março.

“Andando a essa velocidade, se tiver que fazer uma frenagem de emergência, não vai conseguir”, afirma um especialista.

Se falta segurança, falta também conscientização dos motoristas. “A única arma que tem para usar para acabar o acidente é a educação”, constata um senhor.

 

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