Casos de dengue crescem em 16 estados; governo quer gastar R$ 1 bi

Fonte: G1

As chuvas de verão se transformaram num problema para os 16 estados que estão em alerta contra a dengue. O número de casos cresceu rapidamente. O governo federal convocou uma reunião de emergência e anunciou que, para tentar controlar a proliferação do mosquito da dengue e atender às vítimas, promete gastar agora R$ 1 bilhão. No ano passado foram registrados 770 mil casos da doença.

O mapa da dengue no Brasil vai indicar onde e como será o combate à doença, que não dá trégua. Em 2009, foram 324 mil casos e 298 mortes. No ano passado (2010), houve um salto: mais de 700 mil casos e 592 mortes.

Em 16 estados, o risco de uma epidemia é muito alto. São todos os estados do Nordeste, quatro na Região Norte (Acre, Amazonas, Pará e Tocantins), além de Mato Grosso, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Ao todo, 70 municípios e suas regiões metropolitanas são considerados de alto risco e precisam de vigilância permanente, como, por exemplo, Rio de Janeiro, Salvador e Fortaleza.

O Ministério da Saúde também pesquisou os tipos de criadouro onde o mosquito se reproduz. Descobriu que nas regiões Norte e Nordeste, onde há deficiências no abastecimento de água, os focos estão em caixas d’água, baldes e tonéis, onde a população armazena água. No Sul e no Sudeste, o mosquito aproveita principalmente vasos e pratos de plantas, lajes e piscinas.

No Centro-Oeste, a coleta de lixo deficiente é o que mais facilita a reprodução do mosquito. Os técnicos alertam que, mesmo recipientes muito pequenos, como uma tampinha de refrigerante ou um copo descartável, jogados por aí, podem acumular água da chuva e se transformar num criadouro para o mosquito da dengue.

“O Ministério da Saúde vai implantar um sistema de informação para que a gente possa ter informação semanal dos casos e de área de óbitos suspeitos nos municípios de mais alto risco”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Dos 70 municípios com alto risco de dengue, 65 são cidades turísticas. É uma preocupação ainda maior em época de férias, como agora.


 

 


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