Policiais do Bope são treinados para atendimento com produtos perigosos


Policiais do Esquadrão de Bombas do Batalhão de Operações Especiais (Bope) receberam capacitação para o atendimento de emergência envolvendo Produtos Perigosos. Nove militares da unidade e outros dois da Polícia Federal (PF) realizam o ‘Estágio de Explosivista Policial’ que finalizou nesta sexta-feira (30.3.2012).

O treinamento teve instrutores do 1º Batalhão de Bombeiros e da Gerência de Respostas a Acidentes com Produtos Perigosos da Defesa Civil. O tenente BM Ranie Sousa, ministrou assuntos de legislação, conceitos, classes de riscos, identificação, painel de segurança e rótulo de risco, manual da ABIQUIM, materiais utilizados e treinamento prático utilizando Equipamento de Proteção Individual com nível de proteção máxima, para realização de atividades especificas.

“Produtos perigosos são substâncias que podem vir a causar dano à saúde humana, a um bem material ou ao meio ambiente. Podem ser do tipo radioativo, químico ou biológico. Apesar do nome, produto perigoso, eles são amplamente usados para facilitar a vida moderna com usos tão antagônicos quanto à medicina e a construção de armas nucleares”. Informou Ranie.

Sobre a legislação, o cabo BM Granja Fontes, falou do Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos e seu Depósito, adotada sob a égide da Organização das Nações Unidas, concluída em Basiléia, Suíça, em 22 de março de 1989, foi promulgada pelo Governo Brasileiro, em 1993, e preconiza que o movimento entre fronteiras de resíduos perigosos e outros resíduos seja reduzido ao mínimo compatível com a administração ambientalmente saudável e eficaz desses resíduos e que seja efetuado de maneira a proteger a saúde humana e o meio ambiente dos efeitos adversos que possam resultar desse movimento.

O comandante do Bope, major PM Jonildo José de Assis, disse que o estágio de Explosivista, objetiva preparar de formar técnica um número maior de policiais para o trabalho que envolva o contato direto e indireto com explosivos.

“Atualmente o Bope tem sido acionado por diversas vezes para a desativação de explosivos, nas ocorrências de explosão a caixas eletrônicos. O risco que o policial corre é muito grande, por isso a necessidade de capacitarmos cada vez mais os nossos profissionais no que se refere a esse tipo de atuação”, explica Assis.

De acordo com o capitão Fabiano Pessoa, que é técnico explosivista capacitado na Colombia, lidar com explosivo é um risco imenso. “Não há distinção quanto ao tipo de explosivo, o perigo é o mesmo, pois em qualquer tipo de composição material, o resultado no momento da explosão é praticamente o mesmo, estão presentes os efeitos de sobre pressão, calor, onda de choque e fragmentação”, pontua.

O estágio do Bope teve início no último dia 14 e encerra na próxima sexta-feira (30.03), com a certificação aos 11 participantes. Ao todo serão 180 horas de aulas teóricas e práticas, dentre elas, Instrução prática com equipamentos de contra-medida para desativação de explosivos, que foi realizada nesta terça-feira (27.03), na sede do Bope.

Posteriormente, explica o capitão, os policiais farão uma complementação prática do estágio, em parceria com o esquadrão anti-bomba da Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF), entre os dias 16 e 20 de abril.

PARCERIA

As aulas do estágio são ministradas em parceria com a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Exército Brasileiro e Polícia Federal. Segue abaixo as disciplinas e seus respectivos órgãos instrutores.
Inteligência de Estado e Contra-terrorismo – Abin
Produtos controlados – Defesa Civil e Corpo de Bombeiros
Artefatos explosivos industriai – Exército Brasileiro
Perícia em local de explosão – Politec
Equipamentos de contra-medida para desativação de artefatos explosivos – Polícia Federal.

Fonte: Com informações da Sesp-MT



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