Operários retomam as atividades dois dias depois de acidente no Estádio Nacional de Brasília
Consórcio da obra disse que local do acidente ficará isolado até conclusão da perícia

Os operários que trabalham na construção do Estádio Nacional Mané Garrincha, localizado no Eixo Monumental, área central de Brasília, retomaram às atividades no começo da manhã desta quarta-feira (08/08/12).

Eles estavam parados desde segunda-feira (06/08/12) quando uma estrutura que sustentava uma viga de concreto caiu, deixando cinco trabalhadores feridos. Um deles chegou a ficar três horas sob os escombros, aguardando resgate, e foi levado ao hospital em estado grave.

O Consórcio Brasília 2014, responsável pela obra, informou à reportagem do R7 que apesar do retorno das atividades a área onde aconteceu o acidente ficará isolada até a conclusão da perícia e que o cronograma não será alterado.

Por meio de nota, a assessoria do consórcio disse que as obras estão em estágio avançado, os trabalhadores fazem três turnos e têm autorização para realização de horas extras, quando necessário. Por esta razão, "a possibilidade de atraso ou qualquer alteração se quer foi cogitada".

O operário que ficou em estado mais grave precisou passar por uma cirurgia no Hospital de Base de Brasília para reparar uma fratura na perna. Apesar do susto, o homem passa bem e não corre risco de morte. Os outros quatro sofreram apenas escoriações pelo corpo.

Relatório do Crea-DF

Na tarde desta terça-feira (07/08/12) o Crea-DF (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Distrito Federal) finalizou um relatório com dados sobre o que aconteceu. A suspeita é de que o acidente foi causado devido à deficiência do material usado para dar sustentação às formas que moldam a arquibancada superior.

O relatório aponta ainda que a empresa Ulma do Brasil Formas e Escoramentos, contratada para “locação, com acompanhamento das montagens das formas e escoramentos”, não possui registro no Crea.

Ela foi autuada e terá dez dias para regularizar a situação providenciando, além do registro, a devida anotação de responsabilidade técnica do serviço.

A reportagem do R7 entrou em contato com a empresa Ulma do Brasil Formas e Escoramentos que disse apenas que está providenciando a documentação para comprovar que existe registro junto aos órgãos competentes, mas não quis passar nenhum outro detalhe.

No entanto, apenas o laudo pericial poderá apontar quais foram as reais causas do acidente. O consórcio do estádio aguarda a divulgação para poder se pronunciar novamente sobre o assunto.

O laudo deve ficar pronto nos próximos 30 dias, mas não há data prevista para divulgação.


Fonte: R7

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