Vazamento de gás obriga moradores a deixar prédios no centro de SP


Uma quadra da rua Amaral Gurgel, na Vila Buarque, região central de São Paulo, ficou interditada na madrugada desta quarta-feira por aproximadamente uma hora por causa do vazamento de gás em uma tubulação da Comgás (concessionária de gás). Moradores de prédios da região disseram que uma empresa que presta serviços de reforma da calçada para a prefeitura danificou uma tubulação da Comgás, por volta da 1h.

Moradores de prédios vizinhos ao local do vazamento foram acordados às pressas por bombeiros e vizinhos para deixarem os apartamentos. Outros ouviram um barulho como se fosse uma tubulação de água estourada, mas com cheiro forte de gás e ligaram para a Comgás e bombeiros.

O designer de moda, Jonas Mendes de Queiroz, 41, que mora no 11º andar de um prédio, foi acordado pelo porteiro dizendo que deveria abandonar o apartamento e descer pelas escadas. " Pensei que fosse trote do porteiro. Tive tempo apenas de colocar um roupão e pegar o cachorro", disse Queiroz.

A aposentada Alice Cicarelli Varlota, 92, que mora no do 5º andar, disse que estava com medo e que só abriu a porta quando ouviu uma pessoa dizendo que era o bombeiro. "Desci de braços dados com o bombeiro", afirma Alice aliviada e sentada em uma cadeira na rua esperando a liberação do prédio.

Síndica de um prédio em frente ao cano de gás rompido, Maricler Real, falou que esperava a filha retornar da faculdade quando recebeu uma ligação dela dizendo que não poderia entrar no prédio porque a rua estava interditada. "Minha filha viu o momento em que um homem danificou a tubulação com uma retroescavadeira e saiu correndo", disse Maricler.

Após a ligação da filha, a síndica falou que vários moradores do prédio ligaram para bombeiros, Comgás e alguns, assustados, foram até o seu apartamento. Todos tiveram que deixar o prédio. " Um homem passou mal devido a intoxicação por gás saiu amparado do prédio e uma mulher foi carregada pelos bombeiros", afirma.

O supervisor Flavio Diogo Santos Silva, 22, que mora no 8º andar, foi uma das pessoas que precisou ser amparada para deixar o edifício onde mora devido a intoxicação por gás. Silva explica que abriu a janela do quarto, ouviu um barulho como se fosse a tubulação de água rompida e, apesar de sentir um cheiro forte de gás, foi tomar banho.

Quando Silva retornou ao quarto o cheiro de gás estava insuportável e tentou ligar para o porteiro, que já havia abandonado o edifício. Após olhar a movimentação na rua pela câmera de segurança, Silva acordou o irmão e pegou o cachorro. Eles abandonaram o apartamento com a porta aberta.

No 6º andar do prédio, Silva encontrou com uma mulher passando mal e desceu correndo para pedir ajuda aos bombeiros. Ao retornar para indicar o local onde mulher estava, ele também começou a passar mal e desmaiou. " Foi uma sensação de pavor, de tensão total porque isso poderia explodir a qualquer momento", disse Silva aliviado quando retornava para o apartamento já liberado pelos bombeiros.

Todos os moradores retornaram aos prédios interditados às 2h12 e foram orientados pelos bombeiros para deixar as janelas abertas.

OUTRO LADO

Segundo a assessoria de imprensa da Comgás, um "ramal do encanamento principal foi rompido" por uma retroescavadeira, que prestava serviços para a Subprefeitura da Sé na reforma da calçada.

O vazamento foi controlado à 1h45 e o reparo na tubulação foi concluído por volta das 4h30, de acordo com a Comgás. A avenida Amaral Gurgel foi totalmente liberada por volta das 5h.

Fonte: Folha de São Paulo



 

 


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