Carcaças são doadas para reciclagem.
Fonte: SP TV

Parte das carcaças que tinham sido abandonadas no rio Tietê virou lucro para uma cooperativa de reciclagem na zona leste da capital. Aquela coisa horrível que eram os carros sujando o rio virou uma grande ajuda pra quem precisa muito.

Enquanto a gente não vê o Tietê completamente limpo, já é muito bom saber que os resultados da expedição do flutuador começam a aparecer. Foi depois que o Dan Robson passou por aquela área, entre o extremo da zona leste e Guarulhos, que a operação de retirada das carcaças começou. Algumas já foram identificadas pela polícia. No pátio da Ciretran em Guarulhos os peritos analisaram 15 carcaças.

Conseguiram encontrar os donos de 12 carros. Três estavam totalmente destruídos e não foi possível fazer a identificação. A polícia diz que os carros foram roubados desde o ano passado em Guarulhos, Itaquaquecetuba e São Paulo. “A vítima tem direito a recuperar o que restou do veículo e no caso da vítima abrir mão de receber estes veículos vai ser encaminhado a uma ONG, feita uma doação com autorização judicial, é lógico”, afirma Vilson Genestrete, delegado. O cemitério de carcaças no rio Tietê foi descoberto pela expedição do flutuador. Foi uma das imagens mais impressionantes encontradas pelo Dan Robson em toda a viagem.

Depois da denúncia do SPTV, o DAEE - Departamento de Águas e Energia Elétrica - responsável pelo rio, montou uma operação gigante para retirar os mais de 60 carros que estavam no rio. Usou dois guindastes e uma plataforma flutuante. As 24 carcaças recolhidas na capital tiveram um destino nobre.

Foram doadas a uma cooperativa de reciclagem, no Itaim Paulista, na zona leste. “O dinheiro da venda destas carcaças vai incorporar no salário para dar uma melhoradinha, uma pequena melhora no salário de todos os cooperados”, explica Arami Pincerno, presidente da cooperativa. A sucata foi tratada pela cooperativa e vendida para uma indústria. Os R$ 2.500 arrecadados foram distribuídos entre os cooperados.

Há seis meses o galpão onde eles trabalham pegou fogo e os funcionários tiveram que usar parte do salário para ajudar na reconstrução. “Vai ser ótimo. Quanto mais doações, melhor ainda. Nós estamos precisando muito”, garante Vânia Correia, cooperada.


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