Condomínios da Barra jogam esgoto em rios e lagoas.
Fonte: R7

A região da Barra da Tijuca e Jacarepaguá, área nobre da zona oeste do Rio de Janeiro e uma das mais ricas em belezas naturais da cidade, ainda tem sistema de saneamento precário. Grande parte dos condomínios de luxo não possue rede coletora de esgoto e continua jogando sujeira nos rios e lagoas, alertam representantes de associação de moradores e ambientalistas.

Morador da Barra, o biólogo Mário Moscatelli afirma que todos os rios da Barra da Tijuca e Jacarepaguá são "valões de esgoto". De acordo com ele, a região produz de 5.000 a 6.000 litros de esgoto por segundo. Mas apenas 30% disso são levados para a estação de tratamento da Barra da Tijuca, calcula o biólogo. - Há uma demanda reprimida de 30 anos. Nesse tempo, o assunto não foi prioridade.

O oceanógrafo David Zee, vice-presidente da Câmara Comunitária da Barra da Tijuca, diz que a situação melhorou nos últimos anos, mas que ainda não atende às necessidades da região. Zee afirma que áreas de alto valor imobiliário da região, como o Jardim Oceânico e o Itanhangá, despejam o esgoto nos rios e lagoas. Ele conta que mesmo com os condomínios sendo obrigados a construírem estações de tratamento, o esgoto são jogados na natureza.

Responsável pelo sistema de saneamento, a Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgoto) informou ao R7 que 80% da Barra da Tijuca já foi incluída na rede de esgoto. Sem informar a quantidade de detritos produzidos na região, a empresa diz que a estação de tratamento da Barra tem capacidade de captar, por segundo, 1.000 litros de esgoto.

A Cedae acredita que, até o final de 2010, a estação de tratamento da Barra da Tijuca terá capacidade para captar até 2.500 litros de esgoto por segundo. A companhia anunciou que pretende inaugurar duas novas ligações com a estação de tratamento, uma na lagoa da Tijuca e outra no Recreio dos Bandeirantes.

A empresa ainda ressalta investimentos desde 2007, como o emissário submarino da Barra da Tijuca, que é uma tubulação para lançar esgoto no mar, e a estação de tratamento, em funcionamento desde julho passado. A Cedae promete que, em 2016, todas as lagoas da região estarão despoluídas.


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